O dourado quer votar. Veja o que está em jogo nas eleições
Projeto Manuelzão · UFMG

Para a volta do peixe
ao Rio das Velhas.

A Meta 2034 é uma proposta necessária, inadiável, legal e exequível, para renaturalizar a bacia do afluente mais extenso do São Francisco e devolver vida às águas que alimentaram gerações.

Role para descobrir
Faltam até 2034 d h m s
Nascente · Ouro Preto

Nasce na Cachoeira das Andorinhas.

A bacia do Rio das Velhas tem suas primeiras nascentes nas altitudes entre 1.200 e 1.500 m aproximadamente, nas serras de Ouro Preto, que a separam da bacia lindeira do Rio Doce. Daí segue por 806 km de meandros até o Rio São Francisco.

São águas ainda cristalinas, Classe Especial, que logo logo começam, em sua maioria, a se degradar recebendo esgotos.

Alto curso

Desce por Itabirito, Rio Acima e Nova Lima.

Vai contornando as serras d'água do quadrilátero hidro-ferrífero indo abastecer a RMBH, cada vez mais desidratado, poluído e ameaçado por rompimentos de barragens da grande mineração.

Epicentro · RMBH

Entra na metrópole.

Desde que recebe os ribeirões Arrudas, Onça e Mata (no Núcleo do Epicentro da poluição da RMBH) o Rio das Velhas percorre um trecho de apenas 30 km como Classe Quatro de qualidade, um esgoto horrível no centro da cidade de Santa Luzia. A Meta 2034 propõe que num primeiro momento, até 2034, isso melhore significativamente para Classe Dois, o que irá mudar a situação do Rio das Velhas em direção à Classe Um de qualidade em futuro próximo e a volta do peixe tão sonhada pela população ribeirinha, sob comando dos dourados.

85% concentrados

A poluição de toda a bacia cabe aqui.

12,5% da área da bacia carrega 85% da população, 85% do PIB e 85% da poluição. É onde a Meta 2034 concentra a cura.

Curso médio

Sete Lagoas, Curvelo, Corinto.

Depois do Epicentro, o rio respira. Sub-bacias amortecem, mas os danos herdados do trecho metropolitano persistem centenas de quilômetros.

Foz · Barra do Guaicuí

Deságua no São Francisco.

O encontro das águas do Velhas no São Francisco acontece no distrito de Barra do Guaicuí, na divisa entre Pirapora e Várzea da Palma. A volta dos peixes a todos os rincões da bacia do Rio das Velhas depende hoje de dar prioridade máxima ao tratamento dos esgotos da Região Metropolitana de Belo Horizonte, o Epicentro da degradação, que irá impactar decisivamente (85%) na recuperação da bacia em termos de saneamento.

806 km · Role para navegar
A bacia em números

Um território que alimenta mais de 5 milhões de pessoas.

O Rio das Velhas é o maior afluente do São Francisco em extensão. Nasce em Ouro Preto, atravessa a Região Metropolitana de Belo Horizonte e deságua em Barra do Guaicuí, em Várzea da Palma.

0km

de meandros na calha principal

0

municípios na bacia hidrográfica

0mi hab.

pessoas vivem e dependem desta bacia

0km²

de área total da bacia do Velhas

85% dos problemas concentrados em 12,5% do território
Estratégia macro e sistêmica

O Epicentro: onde a cura começa.

Um diagrama de Pareto aplicado à bacia revelou um dado contundente: apenas 12,5% da área (o trecho da Região Metropolitana de Belo Horizonte) concentra aproximadamente 85% da população, do PIB e da poluição.

Concentrando mais de 80% dos esforços de renaturalização neste trecho, o Epicentro, obtém-se um resultado sistêmico excepcional para toda a bacia. A cura da parte cura o todo.

Entender o Epicentro
A água é a medida de todas as coisas, sem ela nada acontece de bom. Não há rio vivo em terra morta. — Apolo Heringer
Indicador biológico

Quando o Dourado voltar, a bacia estará viva.

O Salminus franciscanus, o Dourado, é o termômetro vivo da bacia. Peixe migratório, predador de topo, só sobrevive em águas sadias e trechos contínuos.

Ilustração do Dourado (Salminus franciscanus), peixe-símbolo do Rio das Velhas — crédito Paulo Henrique Fiote
Dourado vive

Em trechos íntegros do Rio das Velhas, o dourado resiste.

Onde a água ainda corre limpa, a pesca encontra exemplares expressivos. Essas águas existem no baixo Rio das Velhas. E a Meta 2034 quer expandir essa realidade para todo o médio e alto Rio das Velhas, passando por Santa Luzia, BH, até Ouro Preto. Para isso teremos que cobrar prioridade no tratamento dos esgotos na RMBH, onde se concentra 85% da população da bacia.

É o que deseja um dos primeiros apoiadores da Meta, professor na FASEH em Vespasiano, André Augusto Almeida.

Dourado adulto capturado em trecho íntegro — indicador biológico de rio vivo
Dourado adulto, indicador de rio vivo
Pescador com Dourado (Salminus franciscanus) em trecho ainda preservado do São Francisco
Dourado na bacia do São Francisco
Pescador com surubim/pintado, outra espécie migradora que depende de rios íntegros
Migradoras também dependem do rio vivo
O que é a Meta 2034

Uma proposta necessária, inadiável, legal e exequível.

A Meta 2034 integra, em um só objetivo, ecologia, água, projetos sociais e pesquisas científicas. Concilia saúde coletiva, combate à fome e incremento da renda com a renaturalização dos rios.

01

Classe 2 até 2034

Assegurar a Classe Dois (Resolução CONAMA 357/2005) no trecho do Epicentro na RMBH, com Classe 1 no horizonte.

02

Visão sistêmica

Gestão transdisciplinar vinculada às ciências, ao social, à ação governamental e à consciência empresarial, segundo as leis ambientais vigentes.

03

Fome e renda

Unir medidas de combate à fome e incremento da renda ribeirinha: pesca artesanal, agricultura familiar, navegação, lazer e turismo.

04

Investimento, não despesa

A saúde dos ecossistemas não admite a lógica de privatizar lucros e socializar prejuízos. A fórmula ganha-ganha é necessária e possível.

Ver todos os princípios
Linhagem

De Manuelzão à Meta 2034.

A Meta 2034 não nasce do zero. Ela coroa três décadas de um movimento socioambiental que brotou da Reforma Sanitária, desceu 800 km de rio em 2003 e consolidou política de Estado entre 2004 e 2010.

Ler o histórico completo
1997

Lançamento do Projeto Manuelzão / UFMG

Da linhagem do Internato Rural da UFMG e da Reforma Sanitária nasce o projeto que propõe a volta do peixe como indicador biológico de renaturalização.

2003

Expedição por Água e Terra

30 dias ininterruptos percorrendo 800 km em caiaque, da Cachoeira das Andorinhas (Ouro Preto) à foz no São Francisco.

2004–2010

Meta 2010

Política pública de Estado proposta pela sociedade civil. Biomonitoramento da UFMG aferiu melhoria de ~60% nas condições da bacia.

2020

Marco Regulatório do Saneamento

Lei Federal 14.026 fixa 2033 como prazo para universalização de água potável e esgoto tratado no Brasil.

Hoje

Meta 2034

Nova proposta socioambiental para renaturalizar o Velhas, em consonância com o Marco do Saneamento e a Deliberação Copam–CERH/MG 08/2022.

Encontro de articulação da Meta 2034 — sociedade civil, gestores e pesquisadores reunidos em torno da renaturalização do Rio das Velhas
Quem faz a Meta acontecer

Uma construção coletiva.

“O rio pede socorro. A renaturalização da bacia é uma necessidade técnica, legal e ética — e só acontece com muitas mãos.” — Apolo Heringer

A Meta 2034 é uma proposta do Projeto Manuelzão / UFMG, construída com o CBH Rio das Velhas, seus subcomitês por afluente, pesquisadores, gestores públicos, prefeituras parceiras e a sociedade civil organizada em toda a bacia. Idealizada por Apolo Heringer Lisboa, é movida por dezenas de coletivos e centenas de pessoas.

Ação coletiva

Os vales são o território comum do planejamento.

Uma estratégia de ação conjunta na bacia, baseada na vontade da população e da administração. As necessidades da população não podem mais ser adiadas ao tempo vivo.

Apoie a Meta 2034